Um momento é um pedaço da nossa vida. Cada pessoa escolhe como lidar com esses momentos. Cada pessoa tem sua maneira única de fazer isso, mas com a arte podemos compartilhar. Dando significado ao que acontece nos tornamos artistas de nós mesmos.
A exposição “Traços do ser: Fragmentos e contornos” convida o público a pensar sobre isso a partir da pergunta: “Nós somos aquilo que absorvemos?”. Usando a técnica da colagem analógica, imagens são recortadas, combinadas e colocadas em novos contextos, criando cenas inesperadas e novos sentidos.
Assim como na vida, quando diferentes elementos se encontram, algo novo pode surgir. Cada fragmento, cada pedaço, passa a fazer parte de uma história maior. E essas histórias mudam o nosso jeito de ver o mundo. Os fragmentos representam as experiências que recolhemos ao longo da vida. Já os contornos são as formas que damos a essas experiências ao construir nossa identidade e ao mostrar quem somos para o mundo.
A exposição convida o visitante a olhar para si mesmo como uma obra em construção, aberta a novas experiências, aprendizados e maneiras de ver a vida, sem medo da profundidade e com atenção aos detalhes. Afinal, acolher nossos fragmentos e aprimorar nossos contornos é uma ideia bonita, tanto na arte quanto na vida.
MAÍSA APOLINÁRIO